11 de junho de 2011

Stênio Andrade

Pesquisa: Doaçao do corpo a ciência

Iniciando minhas pesquisas para a elaboraçao do meu trabalho na verdade ensaio academico-literario, e o tema que escolhi foi: DOAÇAO DO CORPO A CIÊNCIA, um tema que pode ser considerado tabu por alguns mas para nós estudantes de medicina muito importante, porque sem essas doaçoes ou supostas compras de cadeveres seria um pouco mais complicado nosso ensino com relaçao a anatomia, a dissecaçao é fundamentato em dita disciplina. Sem mais delongas um post encontrado em um blog sobre o tema e gostaria de estar compartilhando com vocês. Se você nao sabe muito sobre o tema espero que dito texto possa dispor de alguns e bons conhecimento sobre o tema.
http://3.bp.blogspot.com/_snyK7GlbhbQ/RdTIfHLI7cI/AAAAAAAAAF0/DXBlrQrI-uk/s400/corpo_humano2.jpgSolidariedade, o que acha de fazer uma boa ação doando seu corpo para a ciência?
Que pergunta estranha, e aparentemente sem sentido! Afinal, quem iria querer doar seu próprio cadáver para a ciência, sendo exposto 100% despido e cortado por bisturis de uma centena de jovens estudantes curiosos pelo formato dos órgãos internos? Como se não bastasse, ainda seria necessário enfrentar todo o julgamento social negativo de parentes e colegas, que muito provavelmente desaprovariam a escolha, considerando-na, no mínimo, “uma loucura!”.

Pode parecer estranho, mas ao contrário de muitos países, na Holanda existe fila de espera para doação do próprio corpo para finalidades médicas. Por isso decidiu-se investigar a razão pela qual as pessoas desejam doar seu próprio cadáver (só para se ter uma noção, em 2008 o Centro Médico Universitário de Groningen recebeu 410 novos registros de pessoas motivadas a se doar para a ciência). “Loucura coletiva”? Provavelmente não... Mas estudar as razões pelas quais tantas pessoas tomam essa decisão era um objetivo muito interessante para se pesquisar.
Em Novembro de 2008, 996 pessoas do banco de dados para doação de corpos responderam a um questionário com o objetivo de levantar as razões pela qual eles decidiram doar o próprio cadáver.
A análise sociodemográfica revelou que 51% eram homens; 79% não eram religiosos(as), 25% eram profissionais da saúde; e 11% eram educadores(as), ou de alguma forma estavam relacionados à educação.
O questionário tinha 02 partes. Na primeira, os sujeitos deveriam listar livremente 1 ou 2 razões pelas quais tomaram tal decisão. Na segunda etapa eram listados diferentes motivos pelo qual o respondente provavelmente escolheu ser doador, que deveriam ser avaliados através de uma escala likert de 5 pontos, sendo 1 igual a "isso desempenhou um papel mínimo na minha decisão de doar meu corpo" e 5 igual a "isso desempenhou um papel definitivo na minha decisão". Os resultados demonstraram o seguinte: houve 3 motivações mais citadas; 1) Desejo de ser útil após a morte (p.ex.: querer contribuir para a ciência médica; querer ajudar outras pessoas); 2) Crenças pessoais negativas associadas a funerais (p.ex.: detestar rituais fúnebres); 3) Expressar gratidão (p.ex.: querer, de alguma forma, retribuir aos profissionais da medicina pelo que lhe prestaram durante os anos de vida; querer expressar gratidão pela vida e saúde). Claro, sempre há os mais capitalistas (neste caso, 8%) que assinalaram como principal motivação para doar seus corpos, o fato de o enterro ou cremação custar caro.
Contudo, a análise foi mais profunda. Conclui-se que a doação do próprio cadáver não é apenas um ato altruísta, mas que jaz sob esta decisão aparente um interesse egoísta, afinal, ao responder que prefere ser doado, a ser cremado ou enterrado, o respondente está inicialmente pensando em si próprio ("eu não gosto de funerais, eu quero o melhor para mim, e o melhor para mim é ser doado"); ao responder que deseja ser doado para economizar o dinheiro do funeral (como um dos respondentes disse: "Não quero dar aos profissionais da funerária a oportunidade de fazer dinheiro com a minha morte!") os sujeitos também estão inicialmente pensando em si e em sua família, pois deseja lhes poupar o dinheiro; alguns ainda escolhem doar o próprio corpo porque não desejam que "fulano" ou "cicrano" compareça em seu funeral (uma crença bastante disfuncional, por sinal); a maioria aponta como principal motivação para doar o próprio corpo, o fato de que poderão estar sendo úteis para a ciência, porém, essa utilidade geralmente está associada à alguma necessidade familiar (ou seja: "serei útil para descobrir o mecanismo fisiopatológico do Parkinson, e assim poder ajudar minha esposa que acabou de receber o diagnóstico").
Concluo esclarecendo o conceito de “Falácia Naturalista”, em que um “é”, não precisa necessariamente ser convertido em um “deve ser”, e que a explicação de um determinado fenômeno não o justifica. Logo, quero frisar que este interessante estudo evidenciou a razão pela qual as pessoas se motivam a doar o corpo à ciência, e esta razão (“Ser útil, mesmo após a morte!”) é e continuará sendo nobre, independente se a análise detalhada dos dados revelou haver motivos egoístas subsidiando.

Fonte: Filosofando com Ciência

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