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Em homenagem ao dia do médico

Recebi esse texto por e-mail e em homenagem ao dia do médico decidi compartilha-lo com vocês...


Dr. Paulo Ubiratan, de Porto Alegre, numa entrevista a uma televisão local, foi confrontado com os vários conselhos que sempre nos são dados...
Transcrevo abaixo um resumo dessa entrevista;


Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater durante uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Eventualmente tudo se acaba. Acelerar o seu coração não o vai fazer viver mais: isso é como dizer que pode prolongar a vida do seu carro conduzindo mais depressa. Quer viver mais? Faça uma soneca!!!

P: Devo cortar na carne vermelha e comer mais frutas e legumes?R: E preciso entender a logística da eficiência... O que é que a vaca come? Feno e milho. E isso o que é? Vegetais. Então, o bife não nada mais é do que uma forma eficiente de adicionar vegetais ao seu sistema. Tem necessidade de grãos? Coma frango.

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Relação entre fumar maconha e o câncer de testículo


Estudo recente revelou que o uso da maconha está associado ao surgimento do câncer de testículo, provocando diversos efeitos adversos sobre os sistemas endocrinológico e reprodutivo.

25% dos pacientes com câncer de testículo (1 a cada 4) atendidos no setor de urologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) assumem o consumo regular da droga, aponta levantamento realizado pelo Instituto, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP.
Mensalmente, 500 pacientes são atendidos na clínica de uro-oncologia do Icesp. Destes, 30% apresentam tumores localizados no testículo, dos quais 70%  têm sinais de doença avançada (fora do testículo) no momento do diagnóstico. As cirurgias para retirada total ou parcial dos testículos e da próstata representam um terço das 10 mil cirurgias já realizadas pelo hospital.
http://4.bp.blogspot.com/_kXyKuBgZuVs/S_qSvjo50PI/AAAAAAAABw8/diHGzv9kySY/s1600/Folha+de+Maconha.png
Daniel Abe, urologista do Instituto, alerta: “Evitar o uso da droga é fundamental para diminuir consideravelmente as chances de desenvolvimento do tumor. Além disso, é fundamental que os homens realizem o autoexame para o diagnóstico precoce da doença”.
O câncer de testículo
O câncer de testículo é altamente curável (95% de chance de cura quando descoberto em fase inicial), embora seja agressivo, o índice de mortalidade é baixo, principalmente quando ocorre diagnóstico precoce.
Diferente do câncer de próstata que costuma acometer com mais frequênca homens após os 50 anos, o tumor testicular é mais comum em jovens, entre 15 e 34 anos de idade – ou seja, durante a idade reprodutiva do homem.
O diagnóstico precoce pode ser feito por meio do autoexame do órgão. Percebendo qualquer anormalidade, como nódulo indolor ou massa, sensação de peso no escroto ou dor na região inferior abdominal, deve-se procurar ajuda médica.
Estima-se que no Brasil a doença atinge 8.300 homens e mata 350 por ano. A incidência da doença é maior em homens brancos (de 6,5 casos em cada 100 mil homens, enquanto para negros essa taxa é de 1,3). Os principais fatores de risco são o histórico de câncer na família e criptorquídia, condição em que o testículo não desce para o escroto após o nascimento.
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Namoros com a Medicina


http://3.bp.blogspot.com/-dz59rIZ1Ja0/TVQV3-mUb3I/AAAAAAAAADg/UqOrDMGd0ek/s1600/medicina-amor.jpgResta explicar, rapazes, porque ligo tanto à medicina. Ninguém, ignora que uma das ... pegas infantis mais vulgarizadas no Brasil, e talvez, no mundo, é perguntarem ao rapazinho o que ele vai ser na vida. Foi o que fizeram também comigo uma vez, eu não teria 10 anos. Fiquei atrapalhado, com muita vergonha de mim, e de repente, escapei: - Vou ser médico. Positivamente eu não tinha a menor disposição pra ser médico, nem coisíssima nenhuma. Era menino, e apenas nos poucos momentos em que largava a meninice achava bonito, desejava, confesso, ser homem grande, tomar bonde, fumar, andar com dinheiro no bolso. Vou ser médico... Para que falei tamanha bobagem! Todos acharam a resposta muito certa e nunca mais se discutiu dos meus futuros. Nem eu discuti. Fiquei certo como os outros que ia ser médico no mundo, mas jamais fiz o menor esforço para dirigir. Nem os outros, seja dito em honra dos meus bons pais. E fiquei... o diabo é que nunca pude esclarecer direito o que fiquei; e sinto sempre uma hesitação danada quando, nos hotéis, enchendo a ficha de hospedagem, tropeço no “Profissão”. Pianista? Professor? Jornalista? Crítico de arte? Folclorista? Ou mais recentemente: Funcionário público? Só me arrependo de não ter ficado médico por causa dos fichários dos hotéis. No resto, não me arrependo, porque não tenho mesmo a menor vocação. Mas aquela resposta de menino me vaia a vida inteira. Me tornei médico às avessas, isto é, doente. Mais ou menos imaginário. Sou duma perfeição prelecional no descrever os sintomas das doenças. Das minhas doenças. E finalmente a medicina entorpeceu minhas leituras. Li bastante sobre os bastidores dela, e principalmente a sua história. E quando encontro, em outras leituras, qualquer referência sobre medicina, ficho. Fichava, aliás. Por que ficava? Fichava sem saber por que fichava. Fichava por causa daquela resposta de menino e porque os instintos viciados, ignorantes das proporções e dos anos, continuam imaginando que ainda serei médico um dia.
 - Mario de Andrade