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22 de setembro de 2011

Stênio Andrade

Relação entre fumar maconha e o câncer de testículo


Estudo recente revelou que o uso da maconha está associado ao surgimento do câncer de testículo, provocando diversos efeitos adversos sobre os sistemas endocrinológico e reprodutivo.

25% dos pacientes com câncer de testículo (1 a cada 4) atendidos no setor de urologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) assumem o consumo regular da droga, aponta levantamento realizado pelo Instituto, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP.
Mensalmente, 500 pacientes são atendidos na clínica de uro-oncologia do Icesp. Destes, 30% apresentam tumores localizados no testículo, dos quais 70%  têm sinais de doença avançada (fora do testículo) no momento do diagnóstico. As cirurgias para retirada total ou parcial dos testículos e da próstata representam um terço das 10 mil cirurgias já realizadas pelo hospital.
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Daniel Abe, urologista do Instituto, alerta: “Evitar o uso da droga é fundamental para diminuir consideravelmente as chances de desenvolvimento do tumor. Além disso, é fundamental que os homens realizem o autoexame para o diagnóstico precoce da doença”.
O câncer de testículo
O câncer de testículo é altamente curável (95% de chance de cura quando descoberto em fase inicial), embora seja agressivo, o índice de mortalidade é baixo, principalmente quando ocorre diagnóstico precoce.
Diferente do câncer de próstata que costuma acometer com mais frequênca homens após os 50 anos, o tumor testicular é mais comum em jovens, entre 15 e 34 anos de idade – ou seja, durante a idade reprodutiva do homem.
O diagnóstico precoce pode ser feito por meio do autoexame do órgão. Percebendo qualquer anormalidade, como nódulo indolor ou massa, sensação de peso no escroto ou dor na região inferior abdominal, deve-se procurar ajuda médica.
Estima-se que no Brasil a doença atinge 8.300 homens e mata 350 por ano. A incidência da doença é maior em homens brancos (de 6,5 casos em cada 100 mil homens, enquanto para negros essa taxa é de 1,3). Os principais fatores de risco são o histórico de câncer na família e criptorquídia, condição em que o testículo não desce para o escroto após o nascimento.

3 de setembro de 2011

Stênio Andrade

Intoxicação alimentar


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjr-vbdtjb2iabwKXeWQXE1ACs8Ceuw-K5yzVgTK5eG06aE_cTEKx8JqqcvH57IMi1uoz_NDt7LKc1tqMpSzKHRZm7Sg_8t9TNaWj41YHXq-d_kLoPeGk1uW_XTAotKg2WNz-InnP5eGbKb/s1600/vomito.jpgA intoxicação alimentar é uma infecção causada ao consumir alimento contaminado com bactéria patogênica, toxinas, vírus, príons ou parasitas. A contaminação geralmente decorre do modo inapropriado de manusear, preparar ou estocar comida. Intoxicação alimentar também pode ser causada ao adicionar pesticidas ou medicamentos ao alimento, ou ao acidentalmente consumir substâncias naturalmente venenosas como alguns cogumelos e peixes.  O contato entre alimento e pestes, especialmente moscas, ratos e baratas, também é causa de contaminação do alimento. A boa higiene antes, durante e depois da preparação do alimento pode reduzir as chances de sofrer intoxicação alimentar.


Sintomas da intoxicação alimentar e mortalidade
Os sintomas da intoxicação alimentar geralmente começam várias horas depois da ingestão e, dependendo do agente envolvido, pode incluir alguns dos seguintes: náusea, dor abdominal, vômito, diarréia, febre, dor de cabeça e cansaço. Na maioria dos casos o corpo é capaz de recuperar-se completamente depois de um curto período de doença aguda e desconforto. Porém, intoxicação alimentar pode resultar em problemas de saúde permanentes ou até a morte, especialmente em bebês, mulheres grávidas (e o feto), idosos, pessoas doentes ou com o sistema imunológico fraco. 

Período de incubação
O tempo entre o consumo de alimento contaminado e o aparecimento dos primeiros sintomas da doença é chamado período de incubação, o qual varia de algumas horas a dias (e raramente meses ou até anos), dependendo do agente e o quanto foi consumido. Se os sintomas aparecerem entre 1-6 horas depois de ingerir o alimento, isso sugere que a intoxicação alimentar foi causada por uma toxina bacteriana ao invés de bactéria viva.
Durante o período de incubação, micróbios passam pelo estômago até o intestino, prendem-se às células do revestimento da parede do intestino, e começam a se multiplicar lá. Alguns tipos de micróbios ficam no intestino, outros produzem toxina absorvida pela circulação sanguínea e uns podem invadir diretamente tecidos mais profundos do corpo

Dose infecciosa

A dose infecciosa é a quantidade do agente que precisa ser consumida para provocar os sintomas da intoxicação alimentar, e varia de acordo com o agente consumido e estado de saúde e idade da pessoa que ingeriu. No caso sa Salmonella, apenas 15-20 células podem ser suficientes.
 


Quando não estou no pêndulo insuportável de cagar ou vomitar, tenho meus minutos de contemplação.
- Stênio Andrade
 

10 de agosto de 2011

Stênio Andrade

Medir, aferir ou o que ?

Pra começar, qual o certo? Medir a pressão, tirar a pressão, aferir a pressão ou verificar a pressão? Muitos leigos usam tirar a pressão, enquanto muitos profissionais dizem que, “se tirar a pressão, a pessoa morre”. Medir, verificar e aferir são termos semelhantes, e todos indicam que se está realizando um exame capaz de mensurar os valores da pressão arterial de um paciente, de forma a compará-lo com uma referência e, assim, diagnosticar se está normal, alta ou baixa. Portanto, qualquer um destes termos pode ser utilizado.
http://www.medicstore.cl/images/tt.jpgO aparelho utilizado para medir a pressão arterial é chamado de esfigmomanômetro (esfigmo significa pulsação, enquanto manômetro significa instrumento para medir a pressão de fluidos). Anos atrás, apenas hospitais, clínicas e farmácias possuíam estes aparelhos, e somente profissionais da área da saúde o utilizavam. Com o avanço da tecnologia, hoje existem aparelhos que permitem que qualquer pessoa verifique a pressão arterial até mesmo em casa. Várias marcas produzem aparelhos digitais semi-automáticos, que não necessitam do auxílio do estetoscópio (aparelho utilizado para ouvir o som do fluxo de sangue passando pelas veias, normalmente utilizado com esfigmomanômetros analógicos).
Ter um aparelho de pressão em casa é recomendado principalmente para quem tem hipertensão e precisa acompanhar constantemente seus valores para verificar a eficácia da medicação. É importante pedir orientação ao seu cardiologista, para que ele recomende quantas vezes por dia ou por semana realizar a medição, em que horários, posições. Existem regras gerais, mas, para cada caso, algumas orientações específicas podem ser necessárias.

7 de agosto de 2011

Stênio Andrade

Dicas importantes para a saúde da sua coluna


http://www.curiosando.com.br/wp-content/uploads/2011/07/coluna.jpgA estrutura corpórea é mantida pelo sistema esquelético, composto por ossos e músculos. Uma das principais partes desse sistema é a coluna vertebral, que se estende desde baixo do crânio até a bacia. Composta por ossos (vértebras), articulações (discos intervertebrais) e musculatura adjacente, ela confere sustentação, proteção e movimentação. Todos os elementos componentes da coluna tem que estar em harmonia para um funcionamento impecável.

A coluna vertebral é sujeita a desgaste natural com o passar da vida. O que se pode fazer é evitar algumas atitudes que aceleram esse processo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde 8 em cada 10 habitantes do planeta têm ou terão dores nas costas.

Stênio Andrade

Biodiversidades do umbigo


Imagem: Belly Button Biodiversity

O projeto Belly Button Biodiversity (Biodiversidade do Umbigo) encontrou mais de 1400 tipos diferentes de bactérias em um estudo que analisou 95 umbigos de voluntários.
Entre os micróbios encontrados, 662 não eram sequer conhecidos pela Ciência.
O projeto foi criado por um grupo de biólogos e comunicadores de ciência da cidade de Raleigh, nos EUA, e é mantido pela Universidade Estadual da Carolina do Norte e pelo Museu de Ciências Naturais.
Os pesquisadores querem descobrir o que vive em nós. Uma vez que, a diversidade em nossos corpos é, para os cientistas, como qualquer variedade biológica, fascinante. Depois eles procurarão saber coisas como se existem espécies diferentes em homens e mulheres etc.
O projeto foi concebido como um exercício em ciências da comunicação, mas já está contribuindo bastante para a compreensão da diversidade microbiana.
A nossa pele ainda não é muito estudada pelos cientistas, então os pesquisadores resolveram explorar o umbigo por ser um ambiente propício para a proliferação das bactérias, relativamente isolado e de difícil limpeza.
Afinal, mal os notamos em nossas vidas diárias, a ponto de poucas pessoas realmente limpá-los. O que é ótimo para as bactérias!
A selva microbiana que existe em cada pessoa é tão rica, colorida, dinâmica que, muito provavelmente, seu corpo tenha espécies que nenhum cientista jamais estudou.
As amostras foram colhidas dos voluntários, estudadas e, ao final, identificadas, quantificadas etc. Os voluntários podem ver as bactérias que vivem em seus umbigos da maneira desta imagem a seguir:

Os resultados
Nem todos os germes são ruins, a maioria não é. Eles simplesmente estão lá, seja entre os dedos dos pés, acima do nariz ou nos umbigos.
Os resultados foram os mais diversos. E vão desde pessoas que quase não têm micróbios, até voluntários que são uma verdadeira colônia. Como no caso de um deles em que foram encontradas bactérias que só existiam no Japão, mesmo sem ele nunca ter ido ao país.
Resultados como esses refletem a falta de conhecimento do homem a respeito da imensa diversidade microbiana. Pois ainda há muito a ser descoberto pela Ciência.

Fonte: Blog da Saúde